cadeira panton

cadeira panton

Eu sou suspeita para escrever este post, pois a cadeira Panton é um sonho de consumo que vem de muito antes da faculdade. Desenhada por Verner Panton, foi a primeira cadeira produzida com um único e contínuo pedaço de plástico. Sua história começou em 1955, com a cadeira S, em parceria com a Thonet. Esta já era uma peça única de compensado e que Verner tentou produzi-la durante muito tempo em plástico. Em 1960, ele cria a Panton e em 62, vende os direitos de produção à Herman Miller. Sua produção em série só foi resolvida em 1967 e desde então seu design ganhou vários prêmios internacionais. É um ícone de design e decoração atemporal. Quase sexagenária, se mantém moderna e objeto de desejo até hoje.

 

post_jul2014_panton1

cadeira panton

post_jul2014_panton2

verner panton, criador e criatura

post_jul2014_panton3

cadeiras panton

Cadeira Wasily

Cadeira Wasily

A cadeira Wassily, foi desenhada e produzida pelo húngaro Marcel Breuer. O arquiteto era mais um entre os mestres que passaram, pela Bauhaus. A cadeira de tubos metálicos e tiras de couro, inicialmente se chamou Club, para mais tarde ser rebatizada em homenagem ao amigo de Breuer e pintor, Wassily Kandinsky.
A sua estética mecanicista abstrata era diretamente relacionada à tendência do movimento racionalista da Bauhaus, para a criação de formas simples e para o uso de materiais ligados à produção industrial em grandes quantidades destes produtos. Isso permitiria (em teoria) reduzir custos e a democratização do design de qualidade.

cadeira wassily

cadeira wassily

marcel breuer, o criador da cadeira wassily

marcel breuer, o criador da cadeira wassily

post_jun2014_wassily3

Stefan Sagmeister

Stefan Sagmeister

Stefan Sagmeister é um dos designers mais conhecidos e controversos atualmente. O trabalho desse austríaco, sempre surpreeende seu espectador, algumas vezes chocando os mais contidos.

capa do livro "things I have learned so far" © Sagmeister & Walsh

capa do livro “things I have learned so far” © Sagmeister & Walsh

Stefan tem uma grande carteira de clientes no ramo da música, como os Stones, Lou Reed e Jay-z. Este último talvez não por vontade própria, já que em uma palestra que assistimos, o designer contou que após ser procurado pelo cantor e negar o trabalho inúmeras vezes durante meses, finalmente recebeu uma proposta que não pôde recusar. Jay-z venceu pelo cansaço [e pelo dinheiro].
Além de estar em um patamar onde pode recusar clientes deste calibre, Stefan costuma tirar um ano sabático de 7 em 7 anos. Neste ano ele fecha o escritório em NY, a Sagmeister & Walsh, e vai viajar pelo mundo, pesquisando culturas e referências para os 7 anos seguintes.

the happy show © Sagmeister & Walsh

the happy show © Sagmeister & Walsh

capa do CD The Rolling Stones © Sagmeister & Walsh

capa do CD The Rolling Stones © Sagmeister & Walsh

campanha para Aizone © Sagmeister & Walsh

campanha para Aizone © Sagmeister & Walsh

adrian frutiger

adrian frutiger

Começamos a série ícones do design com uma reedição de um dos posts da página do FB. Você sabe quem é esse simpático senhorzinho? Ele é um famoso designer e tipógrafo suíço.

Adrian Frutiger

Adrian Frutiger

Adrian Frutiger nasceu em Unterseen [Suíça], filho de um tecelão. Desde cedo mostrava interesse pelas artes, principalmente pela escultura. Seus pais e professores no entanto, o incentivaram a  estudar as artes gráficas. Já nessa época, Frutiger ia contra a a estrita e sisuda caligrafia européia/suiça e começou a criar tipos que destoavam do padrão.
Após formar-se na famo­sa Escola de Artes e Ofícios de Zurique, o suíço mudou-se para França ao 24 anos, em 1952. E foi em Paris que, uma de suas fontes mais conhecidas, foi desenhada especialmente para a sinalização do Aeroporto Charles de Gaulle. Este é considerado um dos projetos mais bem sucedidos de sinalização no mundo. Originalmente nomeada de Roissy, a fonte teve seu nome alterado para Frutiger quando foi comecializada pela primeira vez, em 1976.

“…From all these experiences the most important thing I have learned is that legibility and beauty stand close together and that type design, in its restraint, should be only felt but not perceived by the reader. In the course of my professional life I have aquired knowledge and manual skill. To pass on what I had learned and achieved to the next generation became a necessity.” Adrian Frutiger


Univers

Tabela de estilos e pesos Univers

Tabela de estilos e pesos Univers

Univers, foi a segunda fonte a ser comercializada para o uso em fotocomposição.
Esta família tipográfica sem-serifa é conhecida por sua limpeza e legibilidade a longas distâncias.
Foi uma das primeiras famílias a serem desenhadas pensando-se em todas as suas variações e tamanhos [como mostrado no diagrama acima]. Frutiger criou um sistema próprio para a categorização dos tipos, usando um código numérico de dois dígitos. A versão regular é reconhecida pelo código 55, as itálicas possuem números pares e as demais, ímpares. O primeiro dígito [3 a 8] indica o peso, sendo 3 o mais leve e 8 o mais pesado. O segundo dígito indica o estilo: roman, itálico, bold, condensado…

Dias atuais

Nos últimos 55 anos, Adrian Frutiger trabalhou para aperfeiçoar e desenvolver inúmeros sistemas visuais e fontes para todos os tipos de aplicação. Sua experiência nessa área vai desde os primórdios do linotipo, até as fontes atuais totalmente digitais.
No fim da década de 90, suas fontes clássica foram revisitadas e relançadas com ajustes para a era digital. A Univers foi revista e aumentada para 63 variações de peso. A Frutiger relançada com a versão itálica incluída no pacote e a Avenir expandida com pesos light, heavy e  condensada. A Linotype GmbH comercializa todas as fontes de Frutiger.
Hoje, já afastado da vida pública, Frutiger tem se dedicado à sua paixão de infância pela escultura e ao desenho artístico.

%d bloggers like this: